Cientistas da comunidade do clima expressam preocupação com o aquecimento incomum das águas do Atlântico, especialmente na região tropical, estendendo-se do Caribe ao Nordeste do Brasil e ao continente africano. As temperaturas do mar, que normalmente atingiriam seus mínimos anuais, estão agora comparáveis às registradas no verão do Hemisfério Norte em vastas áreas do Atlântico. O Atlântico Norte está há um ano em patamares de temperatura recorde, sinalizando um aquecimento contínuo e preocupante.
Brian McNoldy, pesquisador climático da Escola Rosenstiel da Universidade de Miami, descreve a situação como "profundamente preocupante". O aquecimento do Atlântico é um indicador claro do aquecimento global em escala planetária. Essa anomalia coincide com um inverno menos frio nos Estados Unidos, levando muitos a chamarem 2024 de "ano sem inverno".
O aquecimento do Atlântico apresenta desafios e incertezas para os cientistas. Ainda não há uma explicação definitiva para esse fenômeno, além das mudanças climáticas antropogênicas. Uma hipótese sugere que a redução da poluição atmosférica, especialmente das emissões de enxofre por navios, pode estar contribuindo para o aquecimento acelerado dos oceanos.
As altas temperaturas no Atlântico podem ter implicações significativas, incluindo uma temporada de furacões potencialmente mais ativa e eventos extremos de chuva no Nordeste brasileiro, devido à interação com as ondas de Leste que se deslocam do continente africano.
A situação é motivo de preocupação e destaca a urgência de ações para combater as mudanças climáticas e proteger nosso ambiente global.
Fonte: METSUL
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