De acordo com o TJ, a pena aplicada a Klaus Wietzke Brodbeck se refere a crimes de estupro, tentativa de estupro, atentado violento ao pudor, importunação sexual e violação sexual mediante fraude praticados contra 12 vítimas. Defesa vai recorrer da decisão. Justiça do RS acolhe denúncia e cirurgião plástico vira réu por crimes sexuais
O cirurgião plástico Klaus Wietzke Brodbeck foi condenado a 36 anos e 2 meses de prisão em regime inicial fechado por crimes sexuais contra ex-pacientes e ex-funcionárias. A decisão é desta sexta-feira (15). O médico poderá apelar em liberdade.
De acordo com o Tribunal de Justiça (TJRS), a pena aplicada a Klaus se refere a crimes de estupro, tentativa de estupro, atentado violento ao pudor, importunação sexual e violação sexual mediante fraude praticados contra 12 vítimas. O processo tramita em segredo de Justiça. Cabe recurso da decisão.
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A defesa do cirurgião plástico Klaus Wietzke Brodbeck disse ao g1 que vai recorrer da decisão. "Nós temos certeza que conseguiremos demonstrar que não houve o cometimento desses delitos pelos quais ele foi condenado. Nós ainda acreditamos na absolvição do Klaus", afirma o advogado Diego Cabral.
Em 16 de julho de 2021, Klaus foi preso preventivamente em Gramado, na Serra do RS, pelos crimes. Quatro meses depois, o cirurgião foi solto. Ele teve o registro no Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) cassado.
No entendimento da juíza Rosalia Huyer, ficou comprovada a falta de consentimento para os atos praticados e também a violência contra as vítimas.
"Ao final do interrogatório, o réu, quando perguntado, chegou a concordar que todas as denúncias não passaram de uma vingança de todas as pacientes. Como se todas as denúncias contra a liberdade sexual efetuadas por cada uma destas pacientes não passasse de algo frívolo e de cunho sentimental", pontuou a magistrada.
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O caso
Os fatos ocorreram entre 2005 e 2021. A Polícia Civil foi procurada por pelo menos 40 mulheres para relatar abusos sexuais por parte do cirurgião plástico.
De acordo com as vítimas, durante as consultas, o cirurgião pedia para que elas tirassem toda a roupa, passava a mão nos corpos delas, as apalpava em partes íntimas, sob pretexto de que isso fazia parte do procedimento da consulta médica.
As mulheres também contaram que houve tentativas de forçá-las a praticar sexo oral nele e de beijá-las na boca. Segundo elas, Klaus pedia favores sexuais em troca de cirurgias estéticas. Em um dos casos, envolvendo a acusação de estupro, ele teria oferecido desconto de R$ 3 mil no valor do procedimento estético à vítima, com a condição de que os atos ocorridos ficassem apenas entre eles.
Klaus Brodbeck foi preso preventivamente em Gramado e transferido para Porto Alegre
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Segundo a promotora Claudia Regina Lenz Rosa, que protocolou a denúncia junto à 2ª Vara Criminal de Porto Alegre, ele teria cometido ao menos 34 vezes os crimes de estupro, violação sexual mediante fraude, atentado violento ao pudor – vigente à época de alguns fatos –, importunação sexual e assédio sexual.
"As vítimas o procuravam por ser um especialista em bioplastia de glúteos. Elas chegavam no consultório e, diante de uma sumidade na área da cirurgia plástica, não imaginavam que aquele médico respeitado, com tantas clientes bonitas, abusaria delas. Pensavam estar imaginando coisas. Muitas vezes ele passava a mão nas partes íntimas. Em outras, o ato ficava explícito, como quando, por exemplo, ele propunha sexo como forma de pagamento e, muitas vezes, estuprava diante da negativa", afirmou a promotora à época.
Cirurgião plástico réu por crimes sexuais contra 18 mulheres no RS é solto
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